segunda-feira, 11 de abril de 2011

Cartas Abertas encaminhadas ao Deputado Dado Cherem* em repúdio à PEC 0002/2011


 Foto: site do PSDB-SC
* O qual propõe a PEC 002/11 de criação da Carreira de Médico de Estado, para conhecimento e posicionamento de todos os profissionais  da SES


Por Lizete Contin - GEABS/SES**
Florianópolis, 30 de março de 2011

** Representando os Profissionais de Saúde da Gerência de Coordenação da Atenção Básica – Secretaria de Estado da Saúde / SC
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Senhor Deputado Dado Cherem
ALESC

Lamentavelmente fomos informados sobre a PEC 0002/2011, Art. 154-A, na qual o senhor propõe a criação da carreira de Médico de Estado.
Nos surpreende negativamente, uma vez que o senhor foi nosso Secretário de Estado da Saúde e deveria estar consciente de que Saúde não se faz somente com o médico, mas sim com uma equipe multiprofissional, como está proposto no SUS, na Estratégia Saúde da Família, na qual a equipe tem um trabalho integrado e cada um na sua especificidade tem igual importância.
Gostaria de enfatizar também que o conceito ampliado de Saúde pressupõe trabalho em equipe, pois envolve as áreas sociais, políticas, econômicas, de saneamento básico e será um grande retrocesso excluir os profissionais que integram esta equipe de saúde, em uma proposta de carreira de estado, contemplando apenas o médico.
Porque não propõe a carreira de Profissional de Saúde de Estado? Ou ainda da Equipe de Saúde de Estado?

 

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Por Rudi Pereira Lopes - LACEN/SC***
Florianópolis, 24 de março de 2011

*** Farmacêutico bioquímico
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Ao Deputado,
Dado Cheren
CARTA ABERTA

No dia 23 de março de 2011, dia em que se comemora a fundação de Florianópolis e ao entrar no site: www.alesc.sc.gov.br tive o desprazer de ler a PEC0002/.0/2011  de autoria de Vossa Excelência.
Na condição de Cirurgião-Dentista  Vossa Excelência parou para pensar no prejuízo que essa lei, se aprovada irá causar ao Sistema de Saúde como um todo?
É uma lei discriminatória que ignora completamente a existência de uma dezena de outras categorias profissionais reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde/SUS.
São mais de uma dezena delas que ficarão marginalizadas trabalhando na condição de escravos operacionais.
Para seu conhecimento informo que o SUS propõe a criação de Cargos, Carreiras e Salários para todas essas categorias profissionais.
Lembro a Vossa Excelência. Nada contra a pretensão de uma categoria importante para o Sistema de Saúde solicitar melhoria para seu corpo profissional.
Mas ela cada vez mais precisa dos demais para executar um trabalho de qualidade para toda a população.
Peço encarecidamente à Vossa Excelência que mude o foco do texto apresentado e leve em consideração a “Saúde” como carreira de Estado no seu todo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Não escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia pode aumentar em 70% o risco para doenças cardiovasculares, segundo artigo do BMJ

Medical Journal - quarta-feira, 16 de junho de 2010


Artigo publicado no British Medical Journal, baseado em dados da pesquisa Scottish Health Survey, mostra que esquecer de escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia pode aumentar em 70% o risco para doenças cardiovasculares.



A pesquisa escocesa, envolvendo 11.869 adultos com idade média de 50 anos, avaliou os hábitos de higiene e as doenças cardíacas nesta população. O coordenador do estudo, Cesar de Oliveira (pesquisador em epidemiologia e saúde pública da University College London), e colaboradores seguiram os pacientes por cerca de oito anos.
Aqueles que não escovavam os dentes pelo menos duas vezes ao dia tendiam a ser homens mais velhos, fumantes e que tinham outros problemas de saúde como diabetes, hipertensão arterial ou obesidade. Após controle destas variáveis e ajustes no grupo socioeconômico, foi observado que a higiene bucal deficiente está associada ao risco para doenças cardiovasculares.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O MITO DA MEDICINA CUBANA


Por: Dr. Edson de Oliveira Andrade
Pneumologista
Presidente do Conselho Federal de Medicina
22/03/2004



O mito faz parte da natureza humana. Com ele buscamos explicar o inexplicável e dar uma dimensão sobre-humana às nossas limitações. Mas os mitos não são, em sua totalidade, desprovidos de uma razão fática ou pelo menos racional. Os mitos são apenas uma ampliação dos nossos anseios individuais compartilhados num coletivo que se apropria do uno em prol do multi. Esta introdução, que expressa o meu entendimento deste fenômeno social, serve apenas para conduzir o leitor pelo raciocínio que segue neste texto.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

DÚVIDAS SOBRE PRODUTOS PARA SAÚDE


1) O que é um Produto para Saúde? Em conformidade com a legislação sanitária vigente - Resolução RDC 185/2001 e RDC 260/02, um produto para ser considerado para saúde deve ser destinado à prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação ou anticoncepção e que não utilize meio farmacológico, imunológico ou metabólico para realizar sua principal função em seres humanos, podendo, entretanto ser auxiliado em suas funções por tais meios.Acrescentamos que de acordo com o § 1° do Art. 2° da Resolução RDC n° 260/02 “Os produtos de uso ou aplicação em outras áreas que não da saúde, cujas informações apresentadas pelo fornecedor indiquem uso médico, odontológico ou laboratorial de saúde, destinado à prevenção, diagnóstico, tratamento ou reabilitação, são considerados produtos médicos e estão sujeitos a registro”.

2) Onde podem ser encontradas informações sobre Produtos para Saúde Registrados na Anvisa? A busca por produtos para saúde registrados nesta Anvisa pode ser realizada no sítio eletrônico: http://www7.anvisa.gov.br/datavisa/Consulta_Produto_correlato/consulta_correlato.asp ou www.anvisa.gov.br / Áreas de Atuação / Produtos para Saúde / Registro de Produtos / Consulte os produtos para saúde registrados / Pesquisa de Produtos para Saúde Registrados. Também estão disponíveis informações sobre rotulagem e instruções de uso dos produtos para saúde registrados, que podem ser consultadas no sítio eletrônico http://www.anvisa.gov.br/scriptsweb/correlato/correlato_rotulagem.htm ou www.anvisa.gov.br / Áreas de Atuação / Produtos para Saúde / Registro de Produtos / Consulte os produtos para saúde registrados / Pesquisa sobre Rotulagem e Instruções de Uso do Produto.


terça-feira, 5 de abril de 2011

Enxaguante bucal favorece câncer de boca

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Contribuição de Helman Telles
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Julliane Silveira

Folha de São Paulo

O uso de enxaguatórios bucais no Brasil cresceu 2.277% de 1992 a 2007, mostra um levantamento realizado pelo cirurgião-dentista Marco Antônio Manfredini, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), baseado em informações da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. De 2002 a 2007, o aumento foi de 190%.
Para Manfredini, o incentivo ao consumo indiscriminado de enxaguatórios deve ser criticado. "Observamos um grande investimento na indução ao uso do produto. E é importante dizer que, ao contrário da pasta, da escova e do fio dental, o colutório não tem indicação universal. É preciso concentrar a utilização para casos específicos."
Além de não ser essencial à saúde oral, o uso frequente de enxaguatórios bucais com álcool aumenta os riscos de câncer de boca e da faringe.

Uma revisão científica publicada no fim de 2008 na revista da Academia Dental Australiana compilou estudos do mundo todo que encontraram essa relação.
De acordo com os pesquisadores, há evidências suficientes para aceitar a ideia de que enxaguatórios bucais com álcool contribuem para aumentar a taxa de câncer oral.
Grande parte dos produtos comercializados no Brasil contém álcool. Um estudo brasileiro realizado com 309 pacientes e publicado no ano passado na "Revista de Saúde Pública" também encontrou a mesma associação.
"Algumas marcas chegam a ter 26% de álcool, e há pessoas que usam todos os dias. Hoje existem produtos no mercado sem álcool, que devem ser os escolhidos", diz o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo e um dos autores do trabalho.
De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), fabricantes são obrigados a informar na embalagem a presença de álcool na composição.
O álcool presente nos enxaguantes contribui para o aumento das taxas de câncer oral de forma similar às bebidas alcoólicas --e sabe-se que o álcool é o segundo fator de risco para a doença, depois do tabagismo, aumentando de cinco a nove vezes os riscos.
"Brinco que a pessoa bebe sem usufruir da parte boa da bebida. O produto tem álcool não porque é um antisséptico, mas porque é um veículo muito eficiente, industrialmente conveniente e muito barato. Por isso as versões sem álcool tendem a ser mais caras", explica o dentista Alberto Consolaro, professor de patologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP.
O álcool não é um agente causador de câncer isoladamente, mas uma enzima do organismo o transforma em acetaldeído, substância que pode alterar as células da boca e causar tumores na região.
"O problema é usar diariamente o produto, pois o dano constante não dá tempo de as células se repararem. O uso de enxaguatórios bucais [com álcool] precisa ser mais estudado, mas é algo parecido com o que ocorre com o cigarro: quanto mais exposição, maior o risco", diz Kowalski.
Por isso, dentistas recomendam o uso do produto sem álcool, seja manipulado, seja de marca.
"O produto é um bom auxiliar na limpeza da boca, mas não deve conter álcool. As pessoas acham que um enxágue que queima a boca é melhor, mas produto bom não precisa dar essa sensação. A substância antisséptica não é o álcool", diz Consolaro.

Indicações

Dentistas recomendam o uso de enxaguatórios após cirurgias, raspagem de dente, casos de alta incidência de cárie, doenças da gengiva e para pessoas que não têm coordenação motora para realizar uma boa escovação.
Para o restante da população, o uso é opcional, apesar de boa parte da publicidade desse tipo de produto sugerir que ele combate mau hálito.
"Do ponto de vista da higiene bucal, não é necessário. Quem tem boa higiene bucal geralmente não tem halitose e, se tiver, não será o enxaguatório que vai resolver o problema", afirma Manfredini.
Especialistas ouvidos pela Folha criticam a falta de controle desse tipo de produto por parte da vigilância sanitária. Os enxaguatórios são registrados como cosméticos na Anvisa, e fabricantes de produtos que não contêm flúor, ação antiplaca nem antisséptica não são obrigados a registrá-los, somente notificá-los à agência.

domingo, 3 de abril de 2011

A IMPORTÂNCIA DOS PROCEDIMENTOS PREVENTIVOS PERANTE OS FATORES DESENCADEANTES DE PROCESSOS NEOPLÁSICOS

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Helman Telles
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Como já é sabido, câncer é o nome vulgar dado, no Brasil às neoplasias malignas. Estas se caracterizam por um estado patológico em que uma população de células proliferam de modo descontrolado (ao contrário das displasias) e autonômo e progressivo, não cessando mesmo após a remoção do estímulo que provocou o início do fenômeno. Assim, não respeitam os limites teciduais normais, invadindo e até mesmo destruindo adjacentes, podendo se espalhar para lugares distantes no corpo, através do processo de metástase. Tal crescimento refere-se a células que possuem distintos graus de indiferenciação que relaciona-se com o nível de alteração genética das células em questão. O componente genético fortalece a teoria de que a origem das neoplasias está no código genético, principalmente se considerado que existem tumores derivados de quase todas as células que compõem o organismo. Assim todos os indivíduos, potencialmente, são portadores de células com a capacidade de desenvolver diversos tipos de câncer sendo, contudo, de suma importância o estímulo responsável pelo “start” do processo. A compreensão destes fatores desencadeantes, hoje, é quase tão ou mais importante do que as medidas curativas, dado que as conclusões oriundas deste estudo inexoravelmente levarão ao aperfeiçoamento e extensão de cobertura das medidas preventivas.
Atualmente, sabemos terem efeitos “carcinógenos” diversas agressões biológicas, químicas e físicas, muitas dessas diretamente relacionadas com o “modus vivendi” do homem moderno. São novas tecnologias com efeitos colaterais agressivos, como o uso crescente de telefones celulares e a radiação decorrente; são diversas novas formas de alimento com ingredientes químicos potencialmente agressivos; fatores poluentes, stress, etc que contribuem de formas, cada vez mais esclarecidas, no indução do “câncer”. Assim, a medida que se desenvolve o entendimento da complexidade do processo neoplásico, crescem, também, os desafios postos pela forma de vida dita “desenvolvida”. Exemplos disso vão desde os exemplos já citados - e tendo, mais especificamente, em vista os cânceres bucais - destacamos a imensa oferta de produtos oriundos do tabaco, que contém componentes químicos, como hidrocarbonetos aromáticos, e outras substâncias responsáveis tanto pela indução como promoção dos processos neoplásicos. As ações oncogênicas deste hábito não se resumem às questões químicas, relativas ao mesmo. Este cria, ainda, condições favoráveis ao desenvolvimento de neoplasias pela agressão física da temperatura da fumaça. O hábito de fumar ou o tabagismo aliado ao consumo de álcool potencializa, por sinergismo, os efeitos deletérios ao organismo pelo viés que ora destacamos, ou seja: o ácool desidrata a mucosa bucal, fazendo com que esta fique mais suscetível a agentes carcinogênicos, além de afetar a função hepática, o que agrava a situação. Ainda destacando agentes físicos envolvidos na iniciação e desenvolvimento de neoplasias bucais, temos outros hábitos relacionados a ingestão de bebidas em altas temperaturas, como o chimarrão e café. Tais hábitos além de, por si só, terem potencial oncogênico, por conta da agressão física, podem, em associação com outras condições terem esse poder potencializado.
Atenciosa consideração deve ser colocada nos modos de trabalho dos indivíduos, como os que sobrevivem de pesca ou agricultura e não menos desprovido de importância são os traumatismos de mucosa bucal quer por próteses mal adaptadas, restos radiculares salientes ou vícios auto-traumatizantes, como “mastigar” as próprias bochechas, arrancar pele dos lábios, etc. De posse de todas essas informações podemos ou promover medidas educativas e preventivas a nível individual ou público. Estas podem ser desde o incentivo de uso de protetores labiais com filtro solar; dissuasão do hábito de fumar, criação de grupos de recuperação de tabagistas e alcoolistas, esclarecimentos quanto a boa higiene e saúde bucal, etc.
Do sucesso das medidas preventivas, teremos não só redução de gastos no tratamento e recuperação (por conta de mutilações) de pacientes cancerosos como a redução da taxa de morbidade, esta muitas vezes associada aos cidadãos produtivos e muitas vezes de grande necessidade à sociedade. Os benefícios do incremento de medidas preventivas, além do setor econômico e social, se estenderão para o segmento emocional (ajudando a evitar muitos sofrimentos familiares) e, talvez, até mesmo contribuam para a mudança de paradigma pelo qual se rege a nossa cultura e forma de vida hodierna.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Carta Aberta encaminhada ao Deputado Dado Cherem*

Por Lizete Contin - GEABS/SES**
Florianópolis, 30 de março de 2011.


* O qual propõe a PEC 002/11 de criação da Carreira de Médico de Estado, para conhecimento e posicionamento de todos os profissionais da SES

** Representando os Profissionais de Saúde da Gerência de Coordenação da Atenção Básica – Secretaria de Estado da Saúde / SC
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Senhor Deputado Dado Cherem
ALESC


Lamentavelmente fomos informados sobre a PEC 0002/2011, Art. 154-A, na qual o senhor propõe a criação da carreira de Médico de Estado.
Nos surpreende negativamente, uma vez que o senhor foi nosso Secretário de Estado da Saúde e deveria estar consciente de que Saúde não se faz somente com o médico, mas sim com uma equipe multiprofissional, como está proposto no SUS, na Estratégia Saúde da Família, na qual a equipe tem um trabalho integrado e cada um na sua especificidade tem igual importância.
Gostaria de enfatizar também que o conceito ampliado de Saúde pressupõe trabalho em equipe, pois envolve as áreas sociais, políticas, econômicas, de saneamento básico e será um grande retrocesso excluir os profissionais que integram esta equipe de saúde, em uma proposta de carreira de estado, contemplando apenas o médico.
Porque não propõe a carreira de Profissional de Saúde de Estado? Ou ainda da Equipe de Saúde de Estado?
Talvez o senhor esteja desinformado em relação aos salários dos profissionais de saúde, pois não é somente o salário do médico que está defasado, mas o de todos os profissionais que compõem a equipe de saúde, inclusive o Odontólogo. Veja deputado, que até a sua categoria profissional não está sendo contemplada nesta proposta, percebe-se que faz muito tempo que o senhor não exerce sua função de origem, pois nem deve mais saber quanto está ganhando um Odontólogo no serviço público de saúde.
Os servidores da Secretaria de Estado da Saúde em nenhum momento tiveram seu apoio enquanto esteve à frente da pasta da Secretaria de Estado da Saúde, os salários ficaram congelados, nenhuma melhoria foi feita em sua gestão, enquanto que outras secretarias foram beneficiadas com gratificações, a saúde foi excluída, sendo que não teve o menor apoio dos gestores para que tal fato fosse revertido.
Ressaltamos senhor deputado, a defasagem salarial não se restringe ao profissional médico, mas a todos que atuam na árdua tarefa de cuidar da saúde da população catarinense.
Na condição de Cirurgião-Dentista, o senhor parou para pensar no prejuízo que essa lei, se aprovada, irá causar ao Sistema de Saúde como um todo? E também ao Estado, gerando descontentamento às demais categorias profissionais que integram a Equipe de Saúde ??
É uma lei discriminatória que ignora completamente a existência de uma dezena de outras categorias profissionais reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde - SUS.
Atuamos na área de Atenção Básica e essa área conta com um trabalho incansável de muitos profissionais que assessoram as Gerências Regionais de Saúde, bem como as Secretarias Municipais de Saúde, apoiando desta forma as Equipes de Saúde da Família, conforme proposta do SUS e é necessário que este grupo de profissionais seja valorizado (não somente o médico), com melhoria salarial, implementação de plano de cargos e carreiras, sem descriminação. Tudo no SUS estáproposto numa lógica de trabalho multi / interdisciplinar: Equipes de Saúde da Família-ESF, Centros de Atenção Psicossocial-CAPS, Núcleos de Apoio à Saúde da Família-NASF, Centros de Referência em Odontologia-CEO, entre outros. Portanto, faz-se necessário fortalecer / estimular as várias categorias profissionais que integram estas propostas. Este trabalho tem dado certo e tem contribuído significativamente no sentido de prevenir, reduzir, controlar e tratar os agravos relacionados à saúde da população catarinense.
Santa Catarina constitui-se no Estado brasileiro de maior cobertura de Equipes de Saúde da Família (100% dos municípios implantados) e isso com certeza é resultado de um trabalho abnegado e perseverante de muitos profissionais que acreditam na possibilidade de ?mudança de modelo de gestão?, que está construindo um processo de trabalho através de ?Redes de Atenção à Saúde? e isso, senhor deputado, é resultado de trabalho de Equipe Multiprofissional, seja no nível de coordenação estadual, regional e municipal.
E o prêmio que todos recebem é esta proposta que desconsidera toda esta multiparceria, que vem provocando avanços nos indicadores de saúde em nosso Estado?
Senhor Deputado, é necessário que sua visão em relação à saúde seja atualizada, pois uma mudança de paradigma vem acompanhando os avanços na saúde nos últimos anos, com o processo de reforma psiquiátrica, por exemplo, contrapondo-se à visão hospitalocêntrica, centrada no ato médico. A resolutividade na saúde hoje é fruto de um trabalho de muitas mãos, de uma variedade de áreas e categorias profissionais, os quais têm contribuído no sentido de proporcionar ou resgatar a saúde de tantos que são atendidos, seja nas Unidades Básicas de Saúde, através das Equipes de Saúde da Família, como nos hospitais catarinenses, nas Gerências Regionais de Saúde, bem como nas Gerências Técnicas da SES. Nosso Estado não pode caminhar em desacordo com os demais da federação, esta sua proposta caracteriza-se como um retrocesso no atual momento de consolidação do SUS em nosso país.
Desta forma, clamamos para o seu bom senso, por favor, repense sua proposta excludente em relação à equipe de saúde.
Gostaríamos de tê-lo na Assembléia Legislativa como um digno representante de todos os profissionais de saúde de Santa Catarina. Vamos pensar na possibilidade de criação da Carreira de Estado de Profissionais de Saúde!!! É necessário pensar na melhoria das condições de trabalho, nos salários defasados de todos os profissionais de saúde deste Estado!! Não merecemos este tratamento injusto e discriminatório de quem já esteve à frente da pasta da Secretaria de Estado da Saúde em Santa Catarina!!!
Esperamos que não haja por trás dessa proposta motivos corporativistas de uma categoria profissional, com a qual o senhor compactue, deixando de lado o exercício do legislador, em prol de todas as categorias profissionais, para abraçar e privilegiar minorias.

Atenciosamente,
Lizete Contin

quinta-feira, 24 de março de 2011

CARTA ABERTA

Ao Deputado,
Dado Cheren


No dia 23 de março de 2011, dia em que se comemora a fundação de Florianópolis e ao entrar no site: www.alesc.sc.gov.br tive o desprazer de ler a PEC0002/.0/2011  de autoria de Vossa Excelência.
Na condição de Cirurgião-Dentista  Vossa Excelência parou para pensar no prejuízo que essa lei, se aprovada irá causar ao Sistema de Saúde como um todo?
É uma lei discriminatória que ignora completamente a existência de uma dezena de outras categorias profissionais reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde/SUS.
São mais de uma dezena delas que ficarão marginalizadas trabalhando na condição de escravos operacionais.
Para seu conhecimento informo que o SUS propõe a criação de Cargos, Carreiras e Salários para todas essas categorias profissionais.
Lembro a Vossa Excelência. Nada contra a pretensão de uma categoria importante para o Sistema de Saúde solicitar melhoria para seu corpo profissional.
Mas ela cada vez mais precisa dos demais para executar um trabalho de qualidade para toda a população.
Peço encarecidamente à Vossa Excelência que mude o foco do texto apresentado e leve em consideração a “Saúde” como carreira de Estado no seu todo.
Sua proposta é reducionista e preconceituosa facilitando o caminho para a extinção dos cursos superiores das demais categorias que atuam no SUS.
Basta cada Instituição de Saúde fazer um cursinho de duas semanas para empregar os demais e prestar um péssimo serviço à população.
Perceba o que está acontecendo em São Paulo com as tais Organizações Sociais.
Recentemente, segundo relato do Vereador Carlos Neder tornado público pelo médico pediatra Gilson Carvalho, Dr. em Financiamento do SUS. Diz o texto:
“Na tarde de sexta-feira, 18, um grupo de 40 profissionais que atuavam na Unidade Básica de Saúde (UBS) Cambuci, zona sul da cidade foram surpreendidos com uma atitude desrespeitosa que teve origem na disputa entre diferentes Organizações Sociais (OS) que gerenciam unidades de saúde municipais.
A unidade em questão era administrada pela Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), mas os funcionários foram informados que haveria uma troca. A SPDM seria substituída pela OS do grupo Sírio Libanês.
Houve uma negociação na qual a SPDM demitiu o pessoal para que posteriormente eles fossem recontratados pelo Sírio.
Porém, sem que eles tivessem sidos avisados com antecedência, a Supervisão Técnica de Saúde da Sé colocou como gestor da UBS Cambuci a OS da Santa Casa que paga salários até 30% inferiores aos que os profissionais vinham recebendo.
A nova gestão da UBS não deu opção às equipes:
“se quiserem ficar terão que aceitar os salários mais baixos.”
Estaria São Paulo tratando a saúde pela lógica do mercado?  Saúde como simples mercadoria, Deputado. E por aqui, o caminho vai nessa direção?
 Nós já vivemos hoje uma discriminação em relação aos valores pagos pelo governo do Estado entre a categoria médica e os demais profissionais que desempenham suas atividades nas diferentes instituições de saúde em Santa Catarina.
O salário que se paga a esses profissionais está no limite do absurdo. Não consigo entender sua atitude em prejuízo de sua própria categoria profissional.
O projeto aprovado na Reforma Administrativa de 2006 levava em conta a isonomia de remuneração entre todas as categorias. Hoje, essa tal isonomia já não existe mais favorecendo essa mesma categoria em detrimento das demais.
Gostaria de aproveitar a oportunidade e dar uma sugestão sobre a proposta apresentada por Vossa Excelência

PROPOSTA DE MENDA À CONSTITUIÇÃO DO ESTADO Nº 002/11

Acrescenta o art  154-A à Constituição do Estado de Santa Catarina, integrando a Saúde Estadual e municipal às carreiras de Estado e estabelece outras providências.

“Art. 154-A A saúde do serviço público estadual e municipal integra para todos os fins, às Carreiras de Estado, observados ainda, os seguintes princípios e diretrizes.....

Gostaria ainda de registrar que não existem Juízes de Estado, o que existe é o Judiciário como Carreira de Estado.
Na verdade esta proposta deveria partir do governo federal englobando as três esferas de governo.
O SUS sinaliza para esse tipo de pensamento. Essa proposta, tal como se apresenta vai aprofundar o nível de insatisfação já existente entre as demais categorias que não se vêem contempladas pelo processo que se propõe colocar em prática.
O reflexo final vai se dar na piora da qualidade da prestação de serviços em saúde à população como um todo. 
Essa forma de pensar não habilita o SUS como ferramenta operacional do Sistema Único de Saúde, previsto na Constituição Federal.
Esta idéia cria uma casta dentro dos serviços de saúde de nosso Estado colocando os demais sob, quem sabe, a coordenação das Organizações Sociais cantadas em prosas e versos por todos os cantos desse país, mas que não entende a saúde como Direito de Cidadania, mas como simples mercadoria e que opera sob a lógica do mercado.
Esta é a idéia de um cidadão comum, Farmacêutico-bioquímico que milita há quase 40 anos na área laboratorial da Saúde Pública  de nosso Estado.
Reconhecendo Vossa Excelência como uma liderança política importante em nosso Estado, despeço-me

Cordialmente

Florianópolis, 24 de março de 2011

Rudi Pereira Lopes
Farmacêutico bioquímico
LACEN/SC

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

EDITORIAL


INVERSÃO DE VALORES
Cultura da “vitimação” e malandragem
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Helman Telles
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Abaixo segue um texto que - apesar de eu não ter conseguido verificar sua autenticidade - serve de inspiração à presente reflexão.
A inversão de valores, verificadas no aludido texto, se explica na cultura do brasileiro. Cultura herdada do colonialismo, onde sempre se buscou explorar e não criar e desenvolver. Como conseqüência da atitude predatória, tivemos, entre outras, o "sub-produto" retratado no "modo de ser" malandro. Algo louvado na “terra brasilis” como uma coisa muito "inteligente" e, até, para ser ostentada com certo orgulho: a predisposição e aperfeiçoamento de habilidades que levem a tirar vantagem em tudo e sobre todos. Logo, não surpreende que, em uma sociedade amoral e antiética, os valores estejam invertidos. O malfeitor deve ser o infeliz a ser abençoado e a vítima o otário que deve ser esquecido. Isso inclui os dirigentes (quer sejam políticos ou não). Sempre conseguem se safar de seus crimes (tiram umas férias e voltam à ativa, pois a memória do brasileiro é curta).
O que tudo isso tem há ver conosco? Claro que não temos super-poderes e não podemos mudar o país e muito menos o mundo de uma hora para a outra ou, até mesmo, no decorrer de nossas vidas. Quando muito, poderemos cooperar para o progresso de nossos grupos de relacionamentos (família, amizades, trabalho, vizinhança...). Mas... temos que agir e, principalmente, darmos o exemplo. Quase todo brasileiro acha que tem o direito de ser um pouquinho corrupto e uma outra parcela fica na arquibancada do "eu não tenho nada com isso".
Inserido nesse contexto, não espanta, portanto, o fato de que ambulâncias sejam recebidas a pedradas e que profissionais de serviços de emergência tenham seu tempo desperdiçado por mamães que trazem suas filhinhas adolescentes incomodadas com um dentinho erupcionando normalmente (em uma boca saudável). Ou, ainda, que de profissionais, atuando na “atenção básica”, sejam exigidos “milagres” tanto técnicos como burocráticos. Nem um e nem os outros profissionais podem reclamar. Em sua estressante rotina diária, que permite pouca ou nenhuma margem de erro, principalmente em situações gravíssimas, os mesmos não têm qualquer suporte psíquico, laboral e, muitas vezes, sequer jurídico. Para a maioria dos que avaliam “de fora”, aqueles não fazem mais do que a sua "obrigação". Têm que agradar a população (a qualquer custo) - onde o usuário é sempre a “vítima” e o profissional, muitas vezes, o “vilão” - porque isso rende dividendos "políticos". Enquanto tal coisa continuar... o disco se manterá tocando na mesma faixa arranhada e quem ousa denunciar, alertar ou comentar resta ser repreendido ou ridicularizado. Se o fizer entre seus pares, contará contra si com o "tempero" da passionalidade tupiniquim e será alcunhado ou de puxa-saco (por se preocupar com o correto andamento das coisas) ou de chato (por solicitar o auxílio dos demais) ou de anti-"coleguismo" (quando cansado "põe a boca no trombone").

DIREITOS HUMANOS

Carta enviada de uma mãe para outra, em São Paulo, após noticiário na tv:


De mãe para mãe...

Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado. Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência. Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc. Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro. Enorme é a distância que me separa do meu filho. Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual. Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite. No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo. Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu? que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem. No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas ''Entidades'' que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar ‘Os meus direitos!''

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Técnica indolor com jatos de plasma pode substituir broca de dentista

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Contribuição de Helman Telles
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Cientistas alemães apresentaram uma nova tecnologia de tratamento dentário a base de jatos de plasma, que, segundo eles, cortará significativamente a dor e o desconforto causados pelos tratamentos convencionais com broca.

O estudo, realizado pela Universidade de Saarland e relatados na revista especializada Journal of Medical Microbiology, descobriu que o plasma destruiu as bactérias em dentes infectados.
Stefan Rupf, que liderou o estudo, afirmou que a baixa temperatura do plasma matou os micróbios e preservou o dente.
"A broca é uma experiência que gera muito desconforto e, em algumas vezes, dor. Por outro lado, o plasma frio é um método completamente sem contato (com o dente) que é muito eficaz", afirmou.
"Atualmente há muito progresso no campo da medicina com uso de plasma e o tratamento clínico para cavidades dentais pode ser esperado para dentro de três a cinco anos."
Normalmente, a broca do dentista é usada para limpar a bactéria alojada em uma cavidade no dente, uma cárie, antes do dentista preencher a cavidade.
A equipe de pesquisadores da Universidade Saarland usou o jato de plasma com o mesmo propósito e constatou que o novo procedimento é capaz de fazer a limpeza de forma rápida e eficaz, mesmo quando a bactéria estava alojada na dentina, a principal parte do dente, abaixo do esmalte.
Luzes fluorescentes
A matéria pode se apresentar em vários estados: sólido, líquido, gasoso e um quarto estado, plasma, que é na verdade o estado mais comum no Universo.
Existem muitas formas naturais de plasma, na matéria que forma o Sol e nos raios que caem durante tempestades, e o uso de plasma artificial é bastante comum na tecnologia moderna, por exemplo em luzes fluorescentes e na fabricação de semicondutores.
O plasma artificial pode ser criado quando se adiciona energia a um gás, usando um campo elétrico ou laser. A matéria resultante pode se comportar de forma diferente quando entra em contato com outras partículas.
Muitos plasmas artificiais podem ser extremamente quentes. Mas o progresso alcançado nos últimos anos permitiu a criação do plasma frio.
Com isso, os cientistas conseguiram desenvolver técnicas que permitem o uso deste plasma para tratar áreas minúsculas específicas no corpo humano. O jato de plasma é capaz de atingir e eliminar bactérias sem afetar o tecido ao redor.
O professor Bill Graham, físico da Universidade Queen's, de Belfast, afirmou que a medicina com uso de plasma tem o potencial para atingir alvos minúsculos, talvez até uma única célula.
Graham afirma que "bisturis de plasma" já estão sendo usados na medicina esportiva e também há interesse no uso deste instrumento em pacientes com queimaduras.
"Obviamente, assim como com qualquer outro tratamento, precisamos verificar se pode ser usado com segurança, mas não há provas no momento de que existam problemas", afirmou.

Fonte: BBC, 21 de janeiro, 2010 - 11:47 (Brasília) 13:47 GMT

Descoberta pode levar à criação de dentes em laboratório

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Contribuição de Helman Telles
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http://www.ibr-online.com.br/especiais/trabalhos/trabalhos.html

Uma equipe de cientistas da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, identificou o gene que controla a produção de esmalte dentário, a parte externa e dura dos dentes.

A descoberta pode abrir caminho para a reparação do esmalte sem obturações, a criação de dentes em laboratório e o fim das dentaduras.Os pesquisadores descobriram esta função em testes com camundongos sem o gene Ctip2.
Este gene é considerado um "fator de transcrição" por regular a atividade ou expressão de outros genes. Já se sabia que ele tinha várias outras funções envolvendo respostas imunológicas e o desenvolvimento de pele e nervos.
"Não é incomum para um gene ter funções múltiplas, mas antes disto nós não sabíamos o que regulava a produção de esmalte dentário", disse Chrissa Kioussi, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Oregon.
"Este é o primeiro fator de transcrição que descobrimos que controla a formação e amadurecimento de ameloblastos, que são células que secretam esmalte."
Cáries
"Esmalte é um dos revestimentos mais duros encontrados na natureza, ele evoluiu para dar aos animais carnívoros os dentes rígidos e duradouros de que necessitavam para sobreviver", disse Kioussi.
A especialista acredita que pesquisas que incluam o controle do gene e a tecnologia de células-tronco podem, além de tornar possível a criação artificial de dentes, permitir ainda o fortalecimento do esmalte existente.
Com isso, seria possível reduzir cáries e a necessidade de obturações.
Algumas equipes de pesquisadores já haviam conseguido cultivar partes internas do dente em laboratório, mas não o esmalte.

A pesquisa foi divulgada em Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fonte: BBC, 24 de fevereiro, 2009 - 09:12 (Brasília) 12:12 GMT
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/02/090224_dentelaboratoriog.shtml

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

INFORME

CURSO SUPERA
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Helman Telles
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Dia 12, do presente mês, concluí o curso SUPERA (Sistema para Detecção do Uso Abusivo e Dependência de Substâncias Psicoativas: Encaminhamento, Intervenção Breve, Reinserção Social e Acompanhamento), promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), do Gabinete de Segurança Institucional, da Presidência da República, em parceira com o Departamento de Atenção Básica (DAB).
O curso é coordenado pela Unidade de Dependência de Drogas (UDED) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), na modalidade de ensino a distância e teve início em 4 de outubro de 2009 com duração de 90 dias e carga horária de 120 horas (acessar postagem feita em 19 de agosto de 2009, no “marcador” Informes, na coluna ao lado).
O treinamento teve como objetivo passar, aos alunos, conhecimentos visando permitir tanto o desenvolvimento de ações preventivas para uso de álcool, drogas e outros comportamentos de risco, quanto para a abordagem dessas questões em sua prática de trabalho na equipe.
Todo o processo de aprendizagem - que inclui um kit de material didático para uso “off line”- é interativo, incluindo acesso a internet, a participação em webconferências com profissionais especialistas da área e o acompanhamento sistemático de tutores para solução de dúvidas e avaliação do processo. Ao final do curso, os aprovados recebem certificado de curso de extensão universitária de 120 horas, emitido pela UNIFESP.
As edições anteriores já capacitaram 10 mil profissionais de saúde de todo o País. Essa edição foi direcionada à capacitação dos profissionais das equipes Saúde da Família, médicos, enfermeiros, odontólogos e técnicos de enfermagem.
É difícil ser sucinto quando se pretende avaliar um curso de tamanha envergadura; quer por sua complexidade temática; quer pelo aprofundamento como os tópicos foram abordados; quer pela didática como que foi apresentado; quer pela abrangência de seu alcance.
Sabidamente o manejo com pessoas ou pacientes, que fazem uso abusivo de drogas, nunca foi e não é uma questão simples. Os desafios impostos àqueles que pretendem, de algum modo, intervir - junto aos indivíduos que se relacionam de forma inadequada com as diversas drogas disponíveis – são muitos e, por vezes penosos; principalmente quando se trata de parentes, que na maior parte das vezes têm que se defrontar com outros dramas – como os associados à violência e/ou dissolução da harmonia familiar. Violência, aquela, presente no meio em que estão inseridos ou perpetrada pelo usuário abusivo de drogas. Além disso, é comum – além das perturbações emocionais – tais cuidadores não deterem treinamento adequado para lidar com a situação e os desafios paralelos.
Merece ser realçada a abordagem clara e a argumentação precisa que, desde o primeiro contato com o conteúdo programático, nos leva a “despir-nos” de nossas idéias pré-conceituosas. Tal atitude é imprescindível, não somente para a boa assimilação das informações teóricas como, principalmente, para a atuação prática, mormente como profissional de saúde e, mais especificamente, junto às equipes de atenção básica (ou primária) à saúde.
Como foi salientado, em mais de um módulo, é de suma importância a capacitação para a problemática em questão e atuação dos profissionais de saúde, nos diversos níveis de complexidade que buscam a promoção e/ou recuperação da saúde, com destaque para aqueles “arregimentados” na baixa complexidade que, por isso mesmo, podem atuar mais precoce e eficazmente da detecção do uso abusivo de drogas. Como foi ensinado, aqui é o melhor momento para a intervenção breve que pode ser feita multidisciplinarmente.
A conscientização para o trabalho em equipe - quer a nível local ou buscando estabelecer e manter uma rede - é deveras importante para que ocorra a nível, apenas, da iniciativa pessoal. Gestores deveriam promover maior divulgação de capacitações nesse nível e apressar-se em iniciar a montagem de redes de atendimento que, mesmo não estando prontas em algum lugar, podem contar, inicialmente, com os serviços, em diferentes níveis de complexidade, já adequados às diferentes situações clínicas encontradas no uso e dependência de drogas.
Preciosas iniciativas já foram tomadas ao nível de governo, gestores e sociedade que reduz a necessidade de disponibilizar serviços de atendimento especializado, como hospitais psiquiátricos, hospitais gerais e clínicas de internação voltadas tanto aos usuários de drogas como àqueles com necessidades genericamente denominadas de “problemas mentais”.
Mesmo para aqueles que trabalham em centros de atendimento à urgências e emergências médico-odontológicas (UPA – Unidade de Pronto Atendimento), tal capacitação não é supérflua. Inúmeras são as ocorrências (como acidentes motociclísticos e automobilísticos) a nível cirúrgico, como seqüelas do uso abusivo de drogas, mais especificamente álcool. O mesmo fator está por trás dos inúmeros atos de agressão física que vão desde socos ou pontapés até esfaqueamentos e feridas com armas de fogo, implicando em atendimentos por profissionais da área de enfermagem, medicina ou odontologia.
A redução do fluxo salivar é um dos inúmeros danos causados a nível bucal pelo álcool e outras drogas. Esse evento, unido à baixa auto-estima e condições precárias de higiene oral, levam ao conseqüente aumento da ocorrência de patologias tais como o câncer bucal, periodontoses e cáries, não raro negligenciadas e implicando em seqüelas endodônticas, o que leva a procura dos serviços de urgência odontológica.
Os eventos aqui citados, a título de exemplos, são por si só motivos mais do que suficiente para justificar tanto intervenção breve como o estímulo para que o paciente procure a ULS (Unidade Local de Saúde) e, ao nível da atenção primária, possa ter continuidade nas orientações iniciadas pelo profissional do serviço de urgência que, erroneamente, poderia não se sentir responsável por qualquer tipo de intervenção.Tal iniciativa de capacitação à distância, disponibilizou conteúdos de grande relevância e profundidade, em material de alta qualidade. Essa modalidade de ensino, além de democratizar o saber – tanto pelo número de pessoas contempladas como pelas distâncias alcançadas, pelo uso da Internet – promove e orienta o resgate da cidadania, não só de inúmeros cidadãos desinformados e necessitados de amparos e cuidados, como dos próprios profissionais de saúde que, em conjunto com colegas e diversos segmentos do meio social, podem ajudar a construir uma outra sociedade, um outro país.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Nota de Apoio aos Servidores da Saúde


As entidades sindicais vêm a público expressar seu apoio à categoria da saúde em período decisivo na luta pela reivindicação de dignidade salarial. O Governo do Estado não cumpre a Data Base, prevista na Lei nº323/2006, que no artigo 100 assegura a revisão anual dos salários. Contraditoriamente diz reconhecer que é legítima e justa a reivindicação dos servidores da saúde. As entidades exigem o cumprimento da lei e o direito que pertence a todos os trabalhadores, o de reposição das perdas salariais pela inflação. A atitude do Governo em querer substituir o reajuste por abono é inexplicável. No ano de 2009, o Governo obteve receita 10,8% maior do que o mesmo período de 2008 segundo dados do DIEESE. Além disso, em plena mobilização dos servidores da saúde, aumentará o teto do Governador do Estado em 50%, onerando a folha do estado em mais de 39 milhões com o efeito cascata para dois mil servidores. Beneficiará também com uma gratificação de dois mil reais a pouco mais de três mil servidores, enquanto 14 mil servidores da saúde continuam com defasagem salarial de 16,76%. Inexplicável também é a postura do Governo que pede a ilegalidade da greve, comportamento do regime militar que não reconhecia os direitos dos trabalhadores na utilização do recurso greve como última alternativa legítima e necessária diante a postura patronal que se negava a negociar. A paralisação dos servidores da saúde, ao contrário do que foi publicado em vários espaços editorias, não só garantiu o atendimento dos casos que competem ao Estado, emergência e urgência, de acordo com o Pacto do SUS assinado entre a SES e Ministério da Saúde, mas também deixou claro os problemas da saúde pública no estado. Quem necessita do SUS sabe o quanto é difícil aguardar anos por uma cirurgia ou um exame de alto custo ou até mesmo ter que viajar horas a fio para conseguir uma consulta. Sem mencionar os hospitais lotados e com longas esperas nas emergências. Faltam funcionários, investimentos, infra-estrutura adequada. Esses problemas são sentidos todos os dias pela população usuária do SUS porque o Governo não respeita o direito de saúde digna da população. Mas o fato pouco interessou a mídia, apesar das inúmeras tentativas do movimento grevista de apresentar a verdade. Neste momento também foram ignorados todos os anos de atos e manifestações públicas encabeçadas pela categoria da saúde, a qual nunca poupou esforços para denunciar a precarização dos serviços públicos de saúde na intenção de exigir a qualidade pública dos mesmos e a contrapartida estadual em termos de investimentos. Diante esta realidade, as entidades registram neste documento incondicional apoio à luta dos servidores da saúde. E exigem do Governo do Estado o respeito à pauta de reivindicação da categoria. SINTRATURB – CONLUTAS – SINTE/SC – SEEB – SINDPREVS/SC – SINTESPE – CUT SC – SINTRASEM – MST - SINTUFSC

Projeto disciplina venda de produtos, equipamentos e materiais de uso clínico odontológico

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Contribuição de Helman Telles
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Os parlamentares aprovaram o Projeto de Lei nº 590/09, do deputado Dagomar Carneiro (PDT), que disciplina venda de produtos, equipamentos e materiais de uso clínico odontológico. A matéria estabelece que a Secretaria de Estado da Fazenda, mediante convênio com o Conselho Regional de Odontologia (CRO/SC), exigirá, para a venda de produtos, equipamentos e materiais de uso clínico odontológico, que o documento fiscal, em campo destinado a informações complementares, informe o número do registro no CRO do profissional ou da pessoa jurídica que adquirir a mercadoria, ou, quando o adquirente for acadêmico de curso de Odontologia, informe o número da matrícula e o nome da instituição de ensino superior.
O parlamentar explica que a proposta deseja deixar claro que qualquer profissional ou pessoa jurídica que possua registro no Conselho Regional de Odontologia, de qualquer estado da federação brasileira, possa comprar equipamentos e materiais de uso clínico odontológico no território catarinense. (Rubens Vargas/Divulgação Alesc)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ainda sobre a Gripe A

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Contribuição de Helman Telles
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Parece que nem os humanos dos ditos países "desenvolvidos", estão livres de serem cobaias para medicamentos desenvolvidos apressadamente (?) ou da ganância financeira dos laboratórios e mercado de medicamentos mundiais.
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BBC

TAMIFLU CAUSOU EFEITOS COLATERAIS E ATÉ PESADELOS EM CRIANÇAS DIZ ESTUDO

Dois estudos divulgados na quinta-feira com crianças britânicas mostraram que mais da metade das que tomaram Tamiflu, o remédio indicado para prevenção e tratamento da gripe suína, sofreram de efeitos colaterais, como náusea, dores, insônia e até pesadelos.

Os estudos foram conduzidos por especialistas da Agência de Proteção de Saúde (HPA, na sigla em inglês) da Grã-Bretanha e publicadas no site da revista científica Eurosurveillance.
Em um dos estudos, os dados foram levantados em uma escola no sudoeste da Inglaterra. As crianças – de 11 e 12 anos de idade – começaram a tomar a medicação depois que alguns colegas foram diagnosticados com gripe suína.
Os pesquisadores investigaram dados de 248 crianças que tomaram o remédio apenas para prevenção da doença.
'Comportamento estranho'
"Cinquenta e um por cento tiveram sintomas como náusea (31,2%), dor de cabeça (24,3%) e dor de barriga (21,1%). Apesar de algumas crianças estarem doentes com algum tipo de sintoma parecido com os da gripe, nenhuma estava infectada com o vírus A (H1N1)", diz o estudo.
Segundo a pesquisa, 77% das crianças fizeram o tratamento completo com Tamiflu e 91% usaram o remédio por pelo menos sete dias seguidos.
Os cientistas disseram que os efeitos pesquisados são comuns e que "o desconforto dos efeitos colaterais precisa ser considerado" pelos pais que dão o Tamiflu para seus filhos como forma de prevenção.
Outro estudo do HPA em três escolas de Londres, também publicado no Eurosurveillance, com 103 crianças mostrou que 85 delas tomaram a medicação para se prevenir, depois que um colega de aula foi diagnosticado com a gripe. Uma das escolas chegou a ficar fechada por dez dias.
Dos 85, 45 sofreram pelo menos um dos efeitos colaterais. Os mais comuns foram náusea (29%), dores estomacais ou cãibras (20%) e problemas de sono (12%), como insônia e pesadelos.
Dezoito por cento sofreram efeitos neuropsiquiátricos, como falta de concentração, sensação de confusão, pesadelos e "comportamentos estranhos".
O estudo foi conduzido em abril e maio, antes de o governo britânico parar de indicar o Tamiflu para prevenção. Atualmente o remédio é usado apenas para tratamento de pessoas já infectadas ou com suspeita.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

SÃO PAULO APROVA COBRANÇA EM HOSPITAL PÚBLICO.

Ricardo Westin*
03/09/2009
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A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou na quarta-feira, por 55 votos a 17, o projeto de lei que permite que todos os hospitais estaduais sejam terceirizados e, apesar de públicos, atendam a pacientes particulares e de planos de saúde, mediante cobrança. O Ministério Público do Estado afirmou que, assim que a norma entrar em vigor, ajuizará ações contra a sua execução. Na visão do Ministério Público, a futura lei fere os princípios de igualdade e universalidade do SUS (Sistema Único de Saúde), pois criará um tratamento diferenciado para os pagantes.Para que se torne lei, o texto aprovado pelos deputados precisa ser sancionado pelo governador José Serra (PSDB). A aprovação é dada como certa, já que o projeto original foi apresentado pelo governador. Durant e a votação de ontem, funcionários públicos fizeram protestos e chegaram a xingar a relatora do projeto, a deputada Maria Lúcia Amary (PSDB). A futura lei é especialmente polêmica na questão da venda de até 25% dos atendimentos dos hospitais públicos terceirizados a pacientes particulares e de planos de saúde. Os críticos dizem que se trata de uma "privatização da saúde pública". Na visão desses críticos, os pacientes que pagarem pelo atendimento ou utilizarem seus planos de saúde entrarão numa fila mais rápida, em detrimento dos pacientes do SUS, relegados a uma fila mais lenta. Os hospitais atenderão de maneira seletiva porque, segundo esse raciocínio, os planos de saúde pagam mais que o sistema público pelos procedimentos médicos. "O SUS já não consegue atender à demanda atual. Não há vagas sobrando nos hospitais. Como querem separar 25% para pacientes particulares? Haverá um claro prejuízo à população que depende do SUS", diz Anna Trotta, promotora de Justiça da área de saúde pública. A promotora diz que, se o governador sancionar a lei, entrará com ações civis públicas contra os contratos de terceirização que vierem a ser firmados entre o Estado e as OSs (organizações sociais) permitindo o atendimento de pacientes particulares. E que alertará o procurador-geral da República para que avalie a necessidade de entrar no Supremo Tribunal Federal com uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) contra a lei paulista. O governo argumenta que a lei não prejudica os pacientes do SUS: "Continuarão a ser atendidos normalmente, conforme a produção prevista em contrato de metas [das OSs] com a Secretaria [da Saúde]". A deputada relatora do projeto argumenta que o dinheiro pago pelos pacientes ou seus planos de saúde serão investidos nos próprios hospitais, para subsidiar o atendimento dos pacientes do SUS. À proposta aprovada ontem foi acrescentada a permissão para que também as instalações estaduais culturais e de esportes estaduais sejam terceirizadas, como museus e clubes.

* da Folha de São Paulo
(
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u618843.shtml)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

EDITORIAL

APATIA E ALIENAÇÃO
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Helman Telles

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Mais do que nunca, os acontecimentos que se impõem sobre a categoria de cirurgiões-dentistas da SMS faz urgente a necessidade de união dos diversos setores representativos da Odontologia, não só no município como no próprio Estado ou mesmo, em última instância, no país. Isso porque os efeitos do que tem sido feito a tais profissionais não ficarão circunscritos aquele meio específico, a saber: o do funcionalismo público. Não é nenhum segredo a defasagem numérica de profissionais no quadro e a necessidade de novas contratações. Ora, os profissionais que adentrarão ao serviço serão oriundos das faculdades estabelecidas neste estado ou em outros integrantes da Federação, assim sendo as entidades que chamam para si os recém formados alegando serem representativas dos interesses destes não podem ignorar que estes profissionais recém ingressos no mercado de trabalho e outros poderão necessitar de empregos junto ao serviço público municipal. Cobrar taxas e fazer discursos sedutores não vão resolver a situação destes colegas. Outros que já se encontram de algum modo estabelecidos quer no setor privado ou público devem ter em conta que seus filhos poderão seguir a mesma carreira dos pais e, no futuro, necessitar de condições dignas de trabalho não só em prefeituras, como em clínicas privadas que oferecem serviços de qualidade duvidosa e exploram um sem número de recém formados e profissionais que passam por alguma dificuldade em se firmar nesse competitivo mercado.

No último dia vinte, tivemos uma reunião na Câmara de Vereadores com diversos representantes daquela casa, para discussão de correções e melhorias no PL 1.031/09. Foi com muito pesar que pudemos constatar a ausência tanto de representantes do SOESC como do CRO, a nível oficial. Louvável a atitude da ABO que se fez representar na pessoa de sua Presidente, que inclusive desmarcou reunião anteriormente agendada. Mais lamentável ainda foi a falta, severamente sentida, daqueles, supostamente, mais interessados nos assuntos a serem discutidos. De cerca de 130 dentistas empregados na rede, estavam presentes em torno de apenas 30 (!), ou seja: nem metade do efetivo. Todos querem saborear os frutos da vitória, quando esta porventura é alcançada, mas, eticamente, têm direitos a eles somente os que ajudaram na semeadura e cultivo das condições que puderam promover benefícios à nossa categoria. Qualquer indivíduo com um mínimo de consciência moral sabe que, uma vez integrante de uma categoria, procede muito mal – para não dizer desonestamente - quando se esquiva de ajudar seus colegas a lutar por causas que são, também, de seu interesse. Como destacou o colega Adalton, “temos que comparecer para mostrar união. Vereador quer ver gente, onde ele enxerga muitos votos”.
É lastimável ter que escrever linhas como estas, em que se constata um comportamento aberrante, quando analisado à luz da lógica acadêmica porém, quando interpretado pelo viés da “razão tupiniquim”, nada mais do que conclusões óbvias são obtidas. Infelizmente, faz parte de nossa cultura o comodismo. As pessoas têm preguiça em reivindicar, em serem participativas, em serem solidárias, tanto a nível familiar como social. A imensa maioria dos habitantes da “terra brasilis” não lêem e chegam a se orgulhar disso! Exclamam de “boca cheia” que para isso não têm disposição, contudo, surpreendentemente, têm enorme ânimo para acompanharem “Big Brothers” e assemelhados, novelas triviais e joguinhos de várzea. Eu mesmo pude constatar como diversos colegas acompanham com inusitado interesse os desdobramentos daquele, primeiro citado, "programinha" da rede Globo. Como diante disso cobrar presença, participação e interesse para com questões grupais quando as pessoas não se interessam nem por si próprias? Nesse sentido, parece haver um certo tropismo pela morbidez e pela auto-imolação. E, claro, é muito mais fácil culpar aos outros do que avaliar a si próprio e assumir a devida responsabilidade sobre os efeitos deletérios da omissão pessoal. Creio que venha a calhar o texto abaixo “Sarney e Eu”, atribuído a um certo Adelécio Freitas e postado no Odontofloripa pelo colega Augusto Aita.

Não é de hoje que se reconhece a apatia e inércia da maioria dos brasileiros em relação a seus direitos, aos acontecimentos políticos, a participação social, a movimentos trabalhistas bem como a indiferença diante da corrupção, do desmando, da impunidade, e da falta de transparência das ações governamentais entre outras letargias públicas e privadas.

Os colegas parecem não se dar conta que a única maneira de sair da alienação é se instruindo – inclusive para além das fronteiras específicas da profissão – e desenvolvendo a “consciência crítica”, base da consciência trabalhista e política. Essa transformação precisa ocorrer com cada um de nós, chegar a cada ULS e alcançar cada rincão onde se encontre um de nós em serviço ativo na PMF. Estas transformações, mais do que metamorfoses de ocasião devem ocupar a função de disseminadoras da cidadania, que nenhum de nós pode prescindir sob qualquer alegação. Idem, caprichos pessoais não devem nos eximir da responsabilidade social, o que inclui atuar conjuntamente na defesa de interesses comuns.

Encerro meu comentário destacando que muitos de nós dormem ou se comportam como cegos “enquanto a banda passa”, com isso correm o risco de se transformarem em meras marionetes do sistema.

SARNEY E EU

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Contribuição de Augusto Aita

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por Adelécio Freitas

Algumas semanas atrás recebi um email sobre uma manifestação na frente do Congresso Nacional pedindo “Fora Sarney”, na hora fiquei bastante animado, encaminhei o email para toda a minha lista de contatos e pensei que finalmente as pessoas iriam se indignar e reagir à tanta sujeira. No dia da manifestação me bateu uma preguiça... Após um longo dia de trabalho o cansaço me venceu, e afinal, quem iria sentir a minha falta?No dia seguinte eu procurei eufórico nos sites de jornalismo sobre a tão falada manifestação que foi toda planejada em comunidades virtuaise bastante divulgada pelo twitter. Para a minha surpresa não existia nenhuma manchete, nem ao menos uma nota de rodapé . Resolvi entrar em uma das comunidades do orkut que organizaram a manifestação, e para a surpresa de todos, apenas cinqüenta pessoas se dispuseram a ir para a frente do Congresso. Apenas 50 pessoas? Sendo que eu sozinho divulguei para mais de 1000? Que povo mais acomodado, pensei indignado, porque será que eles não foram??.... Não demorou muito para a ficha cair. Eles não foram pelo mesmo motivo que eu não fui. Eu esperava que “alguém” iria no meu lugar.Recostei-me na poltrona em frente à televisão e olhei para a janela do meu apartamento, que refletia a minha imagem. Fiquei olhando para mim e para a minha confortável inércia. Foi quando de súbito, eu tive a arrebatadora visão daquilo que sempre procurei e nunca encontrei, o meu verdadeiro papel na sociedade. “Que bunda- mole!!!”. Finalmente, depois de tantos anos de crise existencial, pude perceber que eu era uma peça importante na sociedade, um legítimo Bunda-mole brasiliense(ou BMB). Existem bunda- moles municipais e estaduais, mas eu tenho orgulho de dizer que sou um bunda-mole federal!!Nas minhas viagens de férias sempre algum engraçadinho vinha falar: “De Brasília né.... já tem conta na Suíça?”. Eu ficava indignado, falando que eu era um funcionário público concursado, que pagava os meus impostos, enquanto o povo que roubava vinha de fora e blá blá blá.Mas agora eu vejo com nitidez que eu tenho um papel importante nesse cenário. Eu como um legítimo BMB ajudei a criar esta barreira de proteção que mantém os verdadeiros FDP livres para fazerem o que bem entenderem. Eu acho que as coisas estão bem do jeito que estão. Tenho dinheiro todo mês para pagar a prestação do meu carro 1.0 e do meu apartamento de dois quartos, freqüento uma academia para queimar o meu excesso de ociosidade, tenho meu smart phone comprado na feira do Paraguai, e no final do ano ainda vou ficar um mês em uma casa de praia alugada junto com a minha família para a incrível experiência de assarmos como batatas na areia... Mais BMB impossível!!Nas sextas-feiras, eu me sento com os meus amigos em um barzinho e depois do terceiro copo de cerveja soltamos toda a nossa indignação contra a patifaria que rola solta em Brasília, cada um conta um caso de um amigo próximo que enriqueceu da noite para o dia às custas do dinheiro público ( o difícil é disfarçar aquela pontinha de admiração pelo “ixperto”). Depois traçamos os planos para endireitar o país. Planos que vão embora pelo ralo do mictório antes de pagar a conta. BMB de carteirinha!!Os anos passam e as conversas vão mudando: PC Farias, anões do orçamento, precatórios, privatizações, dólar na cueca, mensalão, sanguessugas, vampiros, Lulinha Gamecorp, Daniel Dantas, o dono do castelo, Petrobrás, e agora a cereja do bolo, ele, o único, o inigualável Sarney!!Sarney é como um ícone do atraso nacional (clientelismo, fisiologismo, nepotismo, coronelismo, apropriação da máquina pública, desvio de verbas públicas etc), mas o que seria do Sarney sem a legitimidade dos BMB´s? O que seria da ilha da fantasia, dos cabides de emprego, dos lobistas, do QI (quem indicou), dos cargos de confiança, dos funcionários fantasmas, dos atos secretos sem a nossa apática presença? Imaginem se no nosso lugar estivessem aqueles sul-coreanos malucos que iam para a rua protestar partindo pra cima da polícia, ou aqueles jovens em Seattle que furavam um forte esquema de segurança da OMC para protestarem contra a globalização.O BMB precisa ter o seu papel reconhecido, somos nós que deixamos tudo correr frouxo, somos nós que damos uma cara de democracia a este coronelismo em que vivemos. O nosso poder aquisitivo acima da média nacional protege o Congresso e os palácios da miséria e da violência que fervilham em nosso entorno. Bunda-moles: Vamos exigir os nossos direitos!! Precisamos finalmente mostrar a nossa cara. Nunca antes na história deste país o bundamolismo foi tão grande. Seja ele de centro, de esquerda ou de direita. Bundamolismo no movimento estudantil chapa-branca, nos sindicatos que só vão para a frente do Congresso para pedir aumento e nos artistas que se acomodaram no conforto dos patrocínios oficiais.Vamos exigir que se crie em Brasília o museu do bundamolismo nacional na esplanada dos ministérios, uma enorme bunda branca de concreto, que irá combinar muito bem com a arquitetura de Niemeyer. Assistimos de nossas poltronas o Brasil tomar o rumo da mediocridade, sem um projeto à altura do seu papel de grande potência ambiental do planeta, que pode liderar a nova economia limpa e inclusiva que irá gerar milhões de empregos. Mas que faz o contrário, age como a eterna colônia de exportação de matéria-primas, fazendo vista grossa para o colosso chinês que irá nos engolir com a sua máquina movida à destruição ambiental e desrespeito aos direitos humanos, para criar uma efêmera ilusão de prosperidade às custas de nossa biodiversidade e da nossa água doce (estes sim os nossos bens mais valiosos). Somos testemunhas do surgimento de uma geração despreparada, tanto para a cooperação quanto para a competição, sem espírito empreendedor, fadada à eterna submissão ao “salvador da pátria” de plantão.
Assistimos de nossos computadores, quando estamos fazendo cera no trabalho, ao maior atentado à democracia desde o golpe de 64, mas desta vez o golpe não está sendo feito com armas. Está sendo feito com a ridicularização das instituições, com a banalização dos escândalos, com a desmoralização da ética e com a idiotização do contribuinte. A bundamolização é muito mais eficaz do que o autoritarismo, ela pode ser eletrônica, através de novelas, videocassetadas, big brotheres e cultos picaretas. Pode ser química, com cerveja, maconha ou anti-depressivos. E também pode ser ideológica, com receitas milagrosas, e debates calorosos que sempre desaparecem em um clicar de mouse. Vivemos em uma sociedade anestesiada e chapada, sem rumo, imersa em ilusões baratas.O bundamolismo nos une, não segrega ninguém, é a democracia verdadeira, que brilha por debaixo de uma crosta de hipocrisia e ignorância. E como toda ideologia que se preze, nós temos o nosso avatar, o nosso guru. Aquele que nos trás para a realidade e mostra quem realmente somos, revela o nosso eu profundo, a nossa essência. Obrigado Sarney, só você para tirar as minhas dúvidas e me mostrar o mundo real por trás das ilusões.Sarney, nós somos duas faces da mesma moeda. Somos Yin e Yang. Nós somos os pilares deste país, um não existiria sem o outro. A sua cara de pau só existe porque do outro lado está a minha babaquice. Bunda-moles de todo o país uni-vos! Vamos celebrar a nossa mediocridade, vamos sair às ruas gritando: Viva Sarney! Viva Collor! Viva Maluf! Viva Roriz! Viva Renan Calheiros! Viva Jader Barbalho! Viva Romero Jucá! Viva Delúbio! Viva o presidente que não viu nada! Viva a República das bananas do Brasil!Mas isso é pedir demais para um bunda-mole, vou voltar para a minha poltrona porque o Jornal Nacional já vai começar.

Adelécio Freitas (um BMB legítimo)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

INFORME

Inscrições abertas para o curso SUPERA
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Contribuição de Helman Telles
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Na modalidade à distância o aluno conhecerá o Sistema para Detecção do Uso Abusivo e Dependência de Substâncias Psicoativas: Encaminhamento, Intervenção Breve, Reinserção Social e Acompanhamento (Supera)

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), do Gabinete de Segurança Institucional, da Presidência da República, em parceira com o Departamento de Atenção Básica (DAB), promove a terceira edição do curso SUPERA (Sistema para Detecção do Uso Abusivo e Dependência de Substâncias Psicoativas: Encaminhamento, Intervenção Breve, Reinserção Social e Acompanhamento). As inscrições (eletrônicas) estão disponíveis de 17 a 30 de agosto no sítio www.supera.org.br/senad.
O curso é coordenado pela Unidade de Dependência de Drogas (UDED) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), na modalidade de ensino a distância e tem carga horária de 120 horas. Durante o treinamento os alunos adquirem conhecimentos que permitirão tanto o desenvolvimento de ações preventivas para uso de álcool, drogas e outros comportamentos de risco, quanto para a abordagem dessas questões em sua prática de trabalho na equipe.
Todo o processo de aprendizagem é interativo, incluindo acesso a internet, a participação em webconferências com profissionais especialistas da área. Os alunos terão acompanhamento sistemático de tutores para solução de dúvidas e avaliação do processo. Ao final do curso, os aprovados receberão certificado de curso de extensão universitária de 120 horas, emitido pela UNIFESP.
Nessa 3ª edição, os participantes receberão um kit de material didático contendo sete módulos, incluindo um módulo específico para a Atenção Primária; um vídeo ilustrativo das entrevistas para detecção de uso abusivo de substâncias psicoativas e de sessões de Intervenção Breve e um CD-ROM com o conteúdo do curso para uso off-line.
As edições anteriores já capacitaram 10 mil profissionais de saúde de todo o País. Essa edição é direcionada à capacitação dos profissionais das equipes Saúde da Família, médicos, enfermeiros, odontólogos e técnicos de enfermagem das áreas do Pronasci. Assim, esperamos contar com sua colaboração para ampla divulgação do curso Supera junto às coordenações de Atenção Básica/Saúde da Família de seu município. Mais informações na Central de Atendimento ao Aluno da Unifesp pelo telefone 0800 770 1757 e pelos sites http://www.obid.senad.gov.br/; http://www.obid.senad.gov.br/.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

CONDUTAS A SEREM SEGUIDAS PELOS CIRURGIÕES DENTISTAS COM O OBJETIVO DE REDUZIR A TRANSMISSÃO DO H1N1

ESTADO DE SANTA CATARINA
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
SUPERINTENDENCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
DIVISÃO DE SAÚDE BUCAL
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NOTA TÉCNICA CONJUNTA Nº. 08/09/DIVE/DIVS/SAUDE BUCAL/SES/CRO-SC

Assunto: Orienta quanto às condutas que devem ser seguidas pelos cirurgiões dentistas com o objetivo de reduzir a transmissão do vírus H1N1 no estado de Santa Catarina.

Desde que a Organização Mundial de Saúde declarou a Influenza A (H1N1) como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (24/04), têm-se observado algumas mudanças importantes, que apesar de dinâmicas, fornecem indicativos de como intervir e intensificar medidas e ações que visem reduzir o risco de transmissão do vírus H1N1 no estado. Pelo ineditismo, trata-se de uma situação de saúde pública complexa e que precisa do envolvimento e coesão de esforços de toda a sociedade catarinense, essencialmente na implantação e divulgação das medidas necessárias e adequadas sobre as formas de prevenção e controle da Gripe A.

No que se refere ao atendimento clínico de rotina, a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina e o Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina, RECOMENDAM que:

· Sejam observados todos os procedimentos de biossegurança e a utilização dos equipamentos de proteção individual (EPI).

· Enfatizam a importância do uso correto de máscara de proteção respiratória, já que o contágio inicia-se antes dos sintomas típicos da doença. A utilização de luvas, não exclui a lavagem das mãos que deverá ser feita com freqüência.

· Toda a equipe odontológica deverá dar atenção especial aos cuidados de biossegurança, principalmente os recomendados em relação às doenças respiratórias.

As ações que todos os Consultórios, Clínicas e Prontos Socorros Odontológicos devem adotar para evitar a disseminação do vírus Influenza A (H1N1), são as mesmas elaboradas pela COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS do estado de São Paulo, através do seu Informe Técnico Conjunto CVS/CVE - 04/2009:

1) Todo paciente com síndrome gripal (febre acima de 38ºC acompanhada de tosse ou dor de garganta) deve adiar a consulta ao dentista por no mínimo 7 dias a partir do início dos sintomas ou após a cessação dos sintomas respiratórios.

2) Elaborar, por escrito e manter disponíveis, normas e rotinas dos procedimentos adotados na prestação de serviços de assistência odontológica a pacientes que sejam casos suspeitos ou confirmados de infecção por Influenza A (H1N1).

3) Afixar cartazes com orientações aos pacientes sobre higiene respiratória.

4) Fornecer máscara cirúrgica ao paciente com síndrome gripal, enquanto espera o atendimento.

5) Em caso de necessidade de tratamento dentário de urgência, os profissionais devem adotar as seguintes recomendações:

a. Fornecer máscara cirúrgica ao paciente com síndrome gripal ou identificado como suspeito de infecção pelo vírus Influenza A, enquanto espera o atendimento.
b. Como os procedimentos realizados são geradores de aerossóis, em caso de atendimento aos pacientes com síndrome gripal, suspeitos ou confirmados.
de infecção pelo vírus influenza A H1N1, é necessário o uso da precaução respiratória para aerossol, máscara de proteção respiratória (Respirador Particulado), com eficácia mínima, na filtração, de 95% de partículas de até 0,3μ (tipo N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3). A máscara de proteção respiratória deverá estar apropriadamente ajustada à face. O uso, manipulação e armazenamento devem seguir as recomendações do fabricante.
c. Além da máscara, outros equipamentos de proteção individual (EPI) como gorro, protetor ocular ou facial, luvas e avental devem ser utilizados pela possibilidade de respingos nos olhos, nariz, boca e pele, durante a realização dos procedimentos.
d. Após o uso, o Equipamento de Proteção Individual (EPI) deve ser descartado imediatamente em lixo para materiais contaminados.
e. Os que não forem descartáveis devem ser higienizados com água e detergente neutro e fazer desinfecção com álcool a 70%.
f. Adotar outras medidas preventivas associadas às medidas de precaução, tais como:

· Freqüente higienização das mãos, principalmente antes e depois da assistência ao paciente e após a retirada de EPI.
· Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca.
· Evitar tocar superfícies com luvas ou outro EPI contaminado ou com as mãos contaminadas. As superfícies referem-se àquelas próximas ao paciente (mobiliário e equipamentos para a saúde).
· Evitar tocar em superfícies, tais como: maçanetas, mesas, interruptor de luz, caneta, chaves etc, com luvas e/ou mãos contaminadas.

Medidas Gerais:

a. Manter o ambiente/consultório bem ventilado;
b. Higienizar as mãos com água e sabão líquido antes e após o atendimento de pacientes e após a retirada dos EPI;
c. Disponibilizar recipiente com álcool-gel a 70% na sala de espera, para uso dos clientes e acompanhantes;
d. Utilizar barreiras de superfície e sobre as luvas e substituí-las após o atendimento ao paciente;
e. Manter a rotina estabelecida de limpeza e desinfecção de superfícies, inclusive do piso da sala de atendimento, que deve ser intensificada após o atendimento de caso suspeito ou confirmado de infecção pelo vírus Influenza A (H1N1);
f. Manter a rotina estabelecida para limpeza e esterilização do instrumental utilizado nos pacientes;
g. Utilizar sistema de sucção de alta potência para evitar a dispersão de aerossóis;
h. Preferencialmente, esterilizar as peças de mão após o uso. Peças não autoclaváveis devem ser limpas com água e detergente neutro, secadas com papel descartável e em seguida friccionadas com álcool a 70% por três vezes;
i. Descartar os resíduos sólidos gerados, conforme o preconizado pela RDC ANVISA nº 306, de 07 de dezembro de 2004:

· Máscara N95: recomendado uso em período médio de 7 dias, acondicionada em local limpo e seco.
· Descartar a máscara sempre que apresentar sujidade ou umidade visível.
· Avental: Preferencialmente descartável (uso único). Em caso de avental de tecido, este deve ser reprocessado em lavanderia hospitalar.
· Óculos de proteção: Limpeza com água e sabão e, se necessário, desinfecção por fricção com álcool 70% após cada uso.
· O descarte dos EPI deve ser tratado como resíduo infectante. Informa ainda aos Cirurgiões Dentistas que estão disponíveis no site SES/SC (www.saude.sc.gov.br) e CRO/SC (www.crosc.org.br) os documentos e links com as informações detalhadas sobre essas recomendações. Ao divulgar essas orientações, a SES e o CRO-SC esperam promover a melhor arma contra a influenza A: Prevenção.

Florianópolis, 12 de julho de 2009.

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