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terça-feira, 5 de abril de 2011

Enxaguante bucal favorece câncer de boca

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Contribuição de Helman Telles
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Julliane Silveira

Folha de São Paulo

O uso de enxaguatórios bucais no Brasil cresceu 2.277% de 1992 a 2007, mostra um levantamento realizado pelo cirurgião-dentista Marco Antônio Manfredini, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), baseado em informações da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. De 2002 a 2007, o aumento foi de 190%.
Para Manfredini, o incentivo ao consumo indiscriminado de enxaguatórios deve ser criticado. "Observamos um grande investimento na indução ao uso do produto. E é importante dizer que, ao contrário da pasta, da escova e do fio dental, o colutório não tem indicação universal. É preciso concentrar a utilização para casos específicos."
Além de não ser essencial à saúde oral, o uso frequente de enxaguatórios bucais com álcool aumenta os riscos de câncer de boca e da faringe.

Uma revisão científica publicada no fim de 2008 na revista da Academia Dental Australiana compilou estudos do mundo todo que encontraram essa relação.
De acordo com os pesquisadores, há evidências suficientes para aceitar a ideia de que enxaguatórios bucais com álcool contribuem para aumentar a taxa de câncer oral.
Grande parte dos produtos comercializados no Brasil contém álcool. Um estudo brasileiro realizado com 309 pacientes e publicado no ano passado na "Revista de Saúde Pública" também encontrou a mesma associação.
"Algumas marcas chegam a ter 26% de álcool, e há pessoas que usam todos os dias. Hoje existem produtos no mercado sem álcool, que devem ser os escolhidos", diz o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo e um dos autores do trabalho.
De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), fabricantes são obrigados a informar na embalagem a presença de álcool na composição.
O álcool presente nos enxaguantes contribui para o aumento das taxas de câncer oral de forma similar às bebidas alcoólicas --e sabe-se que o álcool é o segundo fator de risco para a doença, depois do tabagismo, aumentando de cinco a nove vezes os riscos.
"Brinco que a pessoa bebe sem usufruir da parte boa da bebida. O produto tem álcool não porque é um antisséptico, mas porque é um veículo muito eficiente, industrialmente conveniente e muito barato. Por isso as versões sem álcool tendem a ser mais caras", explica o dentista Alberto Consolaro, professor de patologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP.
O álcool não é um agente causador de câncer isoladamente, mas uma enzima do organismo o transforma em acetaldeído, substância que pode alterar as células da boca e causar tumores na região.
"O problema é usar diariamente o produto, pois o dano constante não dá tempo de as células se repararem. O uso de enxaguatórios bucais [com álcool] precisa ser mais estudado, mas é algo parecido com o que ocorre com o cigarro: quanto mais exposição, maior o risco", diz Kowalski.
Por isso, dentistas recomendam o uso do produto sem álcool, seja manipulado, seja de marca.
"O produto é um bom auxiliar na limpeza da boca, mas não deve conter álcool. As pessoas acham que um enxágue que queima a boca é melhor, mas produto bom não precisa dar essa sensação. A substância antisséptica não é o álcool", diz Consolaro.

Indicações

Dentistas recomendam o uso de enxaguatórios após cirurgias, raspagem de dente, casos de alta incidência de cárie, doenças da gengiva e para pessoas que não têm coordenação motora para realizar uma boa escovação.
Para o restante da população, o uso é opcional, apesar de boa parte da publicidade desse tipo de produto sugerir que ele combate mau hálito.
"Do ponto de vista da higiene bucal, não é necessário. Quem tem boa higiene bucal geralmente não tem halitose e, se tiver, não será o enxaguatório que vai resolver o problema", afirma Manfredini.
Especialistas ouvidos pela Folha criticam a falta de controle desse tipo de produto por parte da vigilância sanitária. Os enxaguatórios são registrados como cosméticos na Anvisa, e fabricantes de produtos que não contêm flúor, ação antiplaca nem antisséptica não são obrigados a registrá-los, somente notificá-los à agência.

domingo, 3 de abril de 2011

A IMPORTÂNCIA DOS PROCEDIMENTOS PREVENTIVOS PERANTE OS FATORES DESENCADEANTES DE PROCESSOS NEOPLÁSICOS

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Helman Telles
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Como já é sabido, câncer é o nome vulgar dado, no Brasil às neoplasias malignas. Estas se caracterizam por um estado patológico em que uma população de células proliferam de modo descontrolado (ao contrário das displasias) e autonômo e progressivo, não cessando mesmo após a remoção do estímulo que provocou o início do fenômeno. Assim, não respeitam os limites teciduais normais, invadindo e até mesmo destruindo adjacentes, podendo se espalhar para lugares distantes no corpo, através do processo de metástase. Tal crescimento refere-se a células que possuem distintos graus de indiferenciação que relaciona-se com o nível de alteração genética das células em questão. O componente genético fortalece a teoria de que a origem das neoplasias está no código genético, principalmente se considerado que existem tumores derivados de quase todas as células que compõem o organismo. Assim todos os indivíduos, potencialmente, são portadores de células com a capacidade de desenvolver diversos tipos de câncer sendo, contudo, de suma importância o estímulo responsável pelo “start” do processo. A compreensão destes fatores desencadeantes, hoje, é quase tão ou mais importante do que as medidas curativas, dado que as conclusões oriundas deste estudo inexoravelmente levarão ao aperfeiçoamento e extensão de cobertura das medidas preventivas.
Atualmente, sabemos terem efeitos “carcinógenos” diversas agressões biológicas, químicas e físicas, muitas dessas diretamente relacionadas com o “modus vivendi” do homem moderno. São novas tecnologias com efeitos colaterais agressivos, como o uso crescente de telefones celulares e a radiação decorrente; são diversas novas formas de alimento com ingredientes químicos potencialmente agressivos; fatores poluentes, stress, etc que contribuem de formas, cada vez mais esclarecidas, no indução do “câncer”. Assim, a medida que se desenvolve o entendimento da complexidade do processo neoplásico, crescem, também, os desafios postos pela forma de vida dita “desenvolvida”. Exemplos disso vão desde os exemplos já citados - e tendo, mais especificamente, em vista os cânceres bucais - destacamos a imensa oferta de produtos oriundos do tabaco, que contém componentes químicos, como hidrocarbonetos aromáticos, e outras substâncias responsáveis tanto pela indução como promoção dos processos neoplásicos. As ações oncogênicas deste hábito não se resumem às questões químicas, relativas ao mesmo. Este cria, ainda, condições favoráveis ao desenvolvimento de neoplasias pela agressão física da temperatura da fumaça. O hábito de fumar ou o tabagismo aliado ao consumo de álcool potencializa, por sinergismo, os efeitos deletérios ao organismo pelo viés que ora destacamos, ou seja: o ácool desidrata a mucosa bucal, fazendo com que esta fique mais suscetível a agentes carcinogênicos, além de afetar a função hepática, o que agrava a situação. Ainda destacando agentes físicos envolvidos na iniciação e desenvolvimento de neoplasias bucais, temos outros hábitos relacionados a ingestão de bebidas em altas temperaturas, como o chimarrão e café. Tais hábitos além de, por si só, terem potencial oncogênico, por conta da agressão física, podem, em associação com outras condições terem esse poder potencializado.
Atenciosa consideração deve ser colocada nos modos de trabalho dos indivíduos, como os que sobrevivem de pesca ou agricultura e não menos desprovido de importância são os traumatismos de mucosa bucal quer por próteses mal adaptadas, restos radiculares salientes ou vícios auto-traumatizantes, como “mastigar” as próprias bochechas, arrancar pele dos lábios, etc. De posse de todas essas informações podemos ou promover medidas educativas e preventivas a nível individual ou público. Estas podem ser desde o incentivo de uso de protetores labiais com filtro solar; dissuasão do hábito de fumar, criação de grupos de recuperação de tabagistas e alcoolistas, esclarecimentos quanto a boa higiene e saúde bucal, etc.
Do sucesso das medidas preventivas, teremos não só redução de gastos no tratamento e recuperação (por conta de mutilações) de pacientes cancerosos como a redução da taxa de morbidade, esta muitas vezes associada aos cidadãos produtivos e muitas vezes de grande necessidade à sociedade. Os benefícios do incremento de medidas preventivas, além do setor econômico e social, se estenderão para o segmento emocional (ajudando a evitar muitos sofrimentos familiares) e, talvez, até mesmo contribuam para a mudança de paradigma pelo qual se rege a nossa cultura e forma de vida hodierna.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Acerca da Pandemia de Gripe A (H1N1)

Contribuição de Augusto Aita
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Não costumo compactuar com nenhuma forma de "teorias da conspiração", pela natureza sensacionalista e fantasiosa da esmagadora maioria.Porém, este texto, tem argumentações bastante sensatas.Leiam e tirem suas conclusões.

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PANDEMIA... DE LUCRO...

No mundo, todos os anos morrem dois milhões de pessoas vítimas da malária, que poderia ser prevenida com um simples mosquiteiro. E os jornalistas não dizem nada disso. No mundo, todos os anos dois milhões de meninos e meninas morrem de diarréia que poderia ser tratada com um soro oral de 25 centavos. E os jornalistas não dizem nada disso. Sarampo, pneumonia, doenças curáveis com vacinas baratas, causam a morte de dez milhões de pessoas no mundo todos os anos. E essas notícias não são divulgadas. Mas há alguns anos atrás, quando a gripe aviária surgiu, inundaram o mundo de notícias, sinais de alarme… Uma epidemia, a mais perigosa de todas! Uma pandemia! Só foi falado da terrível doença das galinhas.. Porém, o influenza causou a morte de 250 pessoas em todo o mundo. 250mortos durante 10 anos, para o qual dá uma média de 25 vítimas ano. A gripe comum mata meio milhão de pessoas todos os anos no mundo. Meio milhão contra 25. Um momento: então, por quê se armou tanto escândalo com a gripe aviária? Está claro. Porque atrás dessas galinhas havia um ''galo'', um galo de espora grande. O Laboratório farmacêutico Roche com o seu famoso Tamiflú, vendendo milhões de doses aos países asiáticos. Embora o Tamiflú seja de efetividade duvidosa, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a população deles. Com a gripe aviária, Roche e Relenza, as duas grandes companhias farmacêuticas que vendem esses antivirais, obtiveram milhões de dólares de ganância. Antes com as galinhas e agora com os porcos. Sim, agora a psicose começou com a gripe suína. E os jornalistas do mundo só falam disto. Eu desejo saber: se atrás das galinhas havia um ''galo'', atrás desses porcos não haverá um ''grande porco''? Porque indubitavelmente são as multinacionais poderosas que vendem os remédios supostamente milagrosos. E a quanto eles vendem o ''milagroso'' Tamiflú? 50 dólares a caixa. 50 dólares uma caixa de pastilhas? Que negocião! A companhia norte americana Gilead patenteou o Tamiflú. O acionista principal desta companhia é um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, o secretário de defesa de George Bush, autor da guerra contra o Iraque. Os acionistas do grupos Roche e Relenza estão se dando as mãos, felizes com as vendas milionárias do duvidoso Tamiflú. A verdadeira pandemia é o lucro, a enorme ganância destes mercenários da saúde. Se a gripe suína é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação, se para a Organização mundial da Saúde (OMS) ela preocupa tanto, por quê não declara isto como um problema de saúde pública mundial e autoriza a fabricação de medicamentos genéricos para a combater?

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